sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Borá

O início do povoamento de Borá deu-se por volta de 1918 quando os membros da família Vedovatti, atravessando as águas do Borá, iam a Sapezal, cidade em que faziam seu comércio de gêneros alimentícios. Em 1919 chegaram as famílias portuguesas de Manoel Antônio de Souza, Antônio Caldas e Antônio Troncoso, construindo suas residências no acampamento dos engenheiros, localizado na fazenda de propriedade de Dionízio Zirondi. A eles, o Município deve a abertura das primeiras picadas ligando-o ao Distrito de Sapezal e ao Município de Paraguaçu Paulista. Em fins de 1923, José da Costa Pinto doou um alqueire de suas terras que se situava no centro das propriedades, para que fosse erguida a Capela Santo Antônio de Borá, conforme ficou sendo conhecida a localidade.
O Distrito foi criado com a denominação de Borá por Decreto-lei em 1934, no Município de Paraguaçu (também por Decretos-leis Estaduais, o Município de Paraguaçu passou a denominar-se Araguaçu em 1944 e depois Paraguaçu Paulista em 1948). Foi elevado à categoria de município com a denominação de Borá, por Lei Estadual em 1964, desmembrado de Paraguaçu Paulista, e constituído do Distrito sede. Sua instalação se verificou no dia 31 de março de 1965.
Borá é a menor cidade do Brasil, e sua fama alcançou o ápice no começo dos anos 90 quando uma reportagem para o Fantástico levou a Glória Maria ao local. A infâmia também me atingiu, quando, em uma aula do primeiro ano de faculdade, caí na besteira de mencionar que Borá já havia sido distrito da minha cidade-natal. Com as piadas distorcendo levemente minha frase, nunca mais perdi o título de morador de lá.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sono

Alguém mais tem a impressão de que com cada vez mais coisa para fazer, dormir se torna uma perda de tempo?



Her Morning Elegance, de Oren Lavie

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Economia

Já que o assunto é crise, falemos então da minha saúde financeira. De novo retornando às mentirinhas que conto ao meu pai, devo admitir que o meu rendimento mensal não tem tanta folga nem me permite tantos luxos quanto eu lhe faço crer. E embora a entrada de dinheiro não tenha mudado no último ano e meio, a sua saída se faz em quantias sempre mais sumptuosas desde o meio do ano passado por conta do meu apartamento que ainda estou mobiliando.
E daí a gente vai cortando onde pode e economizando quando dá, tipo levar almoço de casa ao invés de comer fora, ou então já sair bêbado de casa ao ir para bares aos finais de semana. Mas eventualmente cheguei à conclusão de que deveria fazer com que a crise trabalhe a meu favor. Já que o negócio tá feio, o povo que está recebendo meu rico dinheirinho deve se esforçar mais para me manter como cliente, não é?
Com issa ideia diabólica em mente, liguei para a minha operadora de celular, e disse que recebi uma proposta mais interessante de uma concorrente, e que para evitar a perda do meu negócio eles deveriam me dar mais minutos, mas ainda assim me cobrar menos. Eu não estava esperando muita coisa, mas aparentemente o atendente já devia estar acostumado a esse tipo de discurso: ele me disse que com o meu plano eu tinha direito a 100 minutos por mês, mais minutos ilimitados aos finais de semana e às noites, a 37$; e que ele poderia não mexer nos finais de semana e noites, dobrar o número de minutos para 200 nos outros horários, e cortar a tarifa básica para 17$!
É claro que sempre tem uma pegadinha, a esmola nunca é tão grande: eu me preciso me comprometer a assinar um outro contrato com essas condições por 3 anos. Mas no final, a economia é maior que o sacrifício.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Crise

Toda semana no telefone, mais preocupado comigo do que com a situação mundial, meu pai me pergunta se a crise chegou no Canadá. E eu sempre respondo que não muito, que embora estejamos perto do epicentro da confusão toda, não são tantos assim os efeitos que nos atingem, e seus estragos não são assim tão enormes: desemprego, desvalorização no mercado imobiliário, reestruturações, aumento da dívida do governo, baixo crescimento econômico. Nada de muito paupável, pelo menos para mim.
Ou na verdade, nem tanto. Em Dezembro, a EA soltou um comunicado à imprensa informando que iniciaria um processo de demissão de 10% de sua força-de-trabalho. Aqui em Montréal, os bam-bam-bans se apressaram em convocar reuniões para garantir que estavam contentes com o trabalho no nosso estúdio, que a nossa área não seria tão afetada, que estávamos fazendo um bom trabalho, e tudo mais.
As ações, porém, não foram muito condizentes com o discurso: desde o começo do ano, já foram nove os demitidos. Inclusive meu chefe, que ficou sabendo da decisão ao voltar das licença-paternidade que o nascimento do seu terceiro filho lhe deu direito.
Inclusive, os procedimentos de desligação merecem um comentário extra: por lidarmos com informações sensíveis, que poderiam ser vendidas aos concorrentes, ou então manipuladas de forma a causar prejuízos à empresa, os funcionários não têm direito mais de acessar seus computadores a partir do momento em que são comunicados da demissão. Alguém do RH os acompanha até suas mesas para que peguem os seus pertences, recolhe os cartões de acesso, e depois os leva até a porta. Mais tarde durante o dia, um diretor envia um email comunicando que tal e tal funcionário não estão mais entre nós, e os agradece pelos serviços prestados.
Será que eu estou enganando a mim e ao meu pai sobre quão protegidos realmente estamos ao norte do 49º paralelo?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Restaurantes

Dica para quem está em Montréal: até o final do mês, oito restaurantes na região da Velha Montréal com cardápios a preços fixos e mais acessíveis que de costume. Vide site.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mania

Faz dias que são da sucessão presidencial estado-unidense todas as manchetes de todos os jornais. O novo presidente está por todo o lado na Internet. Hoje no trabalho ele foi o assunto em torno do bebedouro. Na hora do almoço, pessoas se amontoavam em frente a vitrines de lojas de eletrônicos para ver a cerimônia de posse.
E eu, de saco cheio dessa babação toda, mas ainda assim altamente influenciável por ela, resolvi seguir um conselho que a Ester me deu há muitos e muitos anos, quando falávamos sobre filosofia: para entender as idéias de alguém, é sempre melhor ler o que esse alguém escreveu do que o que outros escreveram sobre ele. Na minha cabeceira agora está The audacity of hope, de Barack Obama.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ano-Novo

É só depois de uma semana depois de ter pousado em Montréal que meu cérebro recebe a mensagem vinda dos meus pés de que já estamos todos em solo firme, que as férias já acabaram e 2009 já começou. Semana passada foi uma luta constante: frio recorde em Montréal, demissões no trabalho por conta da crise, trabalhos para entregar na universidade. Todos tópicos já com algumas idéias semi-prontas para serem publicadas aqui, será que um dia eu dou conta? E neste período de retro-alimentação, meio perdido, caminhando fui, sei nem como. Já adaptado ao fuso e aos parafusos, hoje acordei mais bem situado.
Comecemos devagar portanto. Que tal um vídeo? Um curta-metragem? Romântico? Bonitinho? Que ótima idéia! Aproveitem:



sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Indo

O ano de 2008 está quase acabando. Saindo hoje da casa dos meus pais, escala em Campinas, outra em São Paulo, outra em Nova Iorque, e se o Senhor permitir, estou domingo, dia 11, véspera de ano-novo, em Montréal. Vambora!