segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Avião

A imprensa local está em polvorosa com um dos vôos inaugurais do A380 da Airbus, que saiu de Paris e pousou em Montréal hoje no almoço, como parte do seu tour du monde promocional. Em todos os telejornais hoje à noite, entrevistas com os fanáticos por aviões que se amontoaram para ver o gigante pousar, e repórteres garantindo cada um alguma exclusividade na cobertura do evento e do vôo.
Eu, na verdade, como com tanta coisa nessa minha vida, não poderia me importar menos com a fanfarra toda, e fico até mais tendendo para o lado crítico da coisa, que destaca o impacto ambiental de um trombolho destes e os gastos com que o aeroporto local teve que arcar poder fazer caber a aeronave num show pra inglês ver. E como pouquíssimas companhias áereas demonstraram interesse no avião, nenhuma delas com o Canadá em mente, a gente não vai ver a novidade por aqui por um bom tempo. Ainda mais em tempos incertos sobre o futuro da aviação, em que a pergunta voando no ar é se o que vai dar certo são aviões grandes como este da Airbus, carregando um mundo de gente por grandes distâncias, ou o 787 da Boeing, menor, mais ágil, mais fácil de acomodar.
Mas estou num momento aeronáutico e tenso da minha vida, tentando conseguir um espacinho qualquer na classe inferior no primeiro teco-teco que passar por Montréal e me largar em São Paulo. Já falei com agência de viagem no Brasil, outra aqui perto do trabalho, até favor de amigo do amigo eu já pedi, mas tá complicado de passar as festas no Brasil. Vou ter 10 dias de férias entre Natal e Ano-Novo, e não precisa ser vidente para imaginar que as minhas datas coincidem com as férias de metade do globo, aparentemente. Ou seja, minha brilhante idéia de dar um banana pra esse frio todo e ir passar o fim de ano com a família não foi tão criativa assim.
E nessa já perdi horas olhando o mapa e tentando descobrir alguma rota ainda não descoberta pelos turistas: comecei pelos vôos diretos saindo de Toronto, e fui pesquisando por Nova Iorque, Washington, Atlanta, Miami, até pela Cidade do México, e nada. E como também era esperado, nestes nossos tempos capitalistas em que embora às vezes muito caro, tudo tem um preço, eu vou ter que desembolsar alto pela minha falta de planejamento antecipado, e saudades do meu povo.

sábado, 10 de novembro de 2007

Novembro

It's hard to hold a candle in the cold november rain...
(November Rain - Guns n' Roses)
E 27 velas então? Mais ainda, e na neve? Difícil demais da conta, sô...

domingo, 4 de novembro de 2007

Papoula

IN FLANDERS FIELDS

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
Em Novembro, na celebração do Remembrance que culmina na 11ª hora do 11º dia do 11º mês do ano, papoulas aparecem nas lapelas e golas por todos os lados como um símbolo internacional de reminiscência coletiva para homenagear e nunca esquecer os soldados mortos em operações militares.