sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Guerra de neve

Voltando da faculdade, meio que escorregando no gelo e neve que ainda poluem o chão desde a nevasca do começo da semana, cruzei com uma menininha brincando com o pai. Quando nossos olhos se encontraram, ela estava com uma bola de neve na mão, que tinha acabado de pegar do chão, provavelmente pra jogar no pai. Continuando a me seguir com os olhos, e percebendo meu interesse na brincadeira, ela deu um pequeno sorriso erguendo as sobrancelhas, e eu me fiz de falso-assustado, como que pedindo pra ela jogar a bola em mim. Mas o pai dela captou as nossas mensagens subliminares e a censurou chamando-a pelo nome. Para o nosso azar, claro.

Um comentário:

Mônica disse...

Adorei!!! Seu texto seu jeito de escrever... lembra dos emails da Alemanha? Eu te dizia que ia fazer um livro com eles...E,fala da neve,ah a neve... que inveja de você...hehehe... mas eu não posso reclamar, afinal foi o meu melhor presente de aniversário...
Lendo seu post imaginei sua cena e vi seu sorriso bagunceiro para a menininha... é o que mais encanta as pessoas...Pense nisso quando estiver de mau humor e tiver que acordar ás 5hs...Pense naquele motorista de ônibus de quando cheguei em Montreál e não tínhamos dinheiro suficiente... Pense no que mais te encanta nessa terra em que você está descobrindo que é possível ser feliz!