Domingo, 5 de Julho de 2009

Eu não quero trabalhar!

Depois de duas semanas cortadas ao meio por causa de dois feriados na quarta-feira, a previsão de cinco dias de trabalho consecutivos já começa a me deprimir. Ainda bem que aqui não passa Fantástico, senão a musiquinha seria suficiente para me fazer pular da ponte Jacques Cartier.
Enquanto isso, me agarro à ideia de que os próximos finais de semana serão interessantes: um chalé alugado no meio da floresta em um grupo de 10 amigos, e um bate-e-volta de carro pra Nova Iorque uma semana depois. No meio de tudo isso, o início das minhas aulas de tango!
E para continuar no clima, Pink Martini cantando Édith Piaf:

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Jazz!

Stevie Wonder hoje na abertura do Festival de Jazz em Montréal!



Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Show

A melhor parte dos shows de calouros como American Idol e Britain's Got Talent é sem dúvida as audiências preliminares em que candidatos sem noção se colocam no palco para se fazer de bobos para os jurados, para a platéia, e para a audiência que coloca estes programas no topo do ibope. Na busca pela fama, pelo reconhecimento, por um pouco de atenção, ou pelo calorzinho breve do holofote, vale tudo.
E hoje eu me deparo com essa performance. O sotaque britânico eu acho um pouco chato de entender, mas as expressões faciais e as reações dos presentes são muito claras.



É muito bom se surpreender. E melhor ainda é questionar os nossos pré-julgamentos, sempre tão instantâneos.
Para quem quiser ir cantando junto, a letra:
I dreamed a dream in time gone by
When hope was high and life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving

Then I was young and unafraid
And dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be paid
No song unsung, no wine untasted

But the tigers come at night
With their voices soft as thunder
As they tear your hope apart
And they turn your dream to shame

And still I dream he'll come to me
That we will live the years together
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather

I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed.
"I dreamed a dream", do musical Les Misérables

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Ressurreição



Estou indo passar a Páscoa ali em Toronto, e já volto. Para o blog inclusive. Para a vida também. Afinal, é tempo de renascer e ressuscitar. Enquanto isso, fiquem com a nossa programação musical pascoal.

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Operação

Eu comecei a usar óculos aos 6 anos, quando a tia da primeira série percebeu que eu não estava dando conta de ler a lousa depois de ter sido mandado para a última fileira da classe por conta da minha estatura. E desde cedo eu já cogitava a possibilidade de fazer a cirurgia de correção da miopia e astigmatismo. No começo, meu oftalmo me dizia que era necessário esperar até os 18 anos, pois a minha visão continuaria diminuindo enquanto eu estivesse crescendo. Depois que parei de crescer, ainda era preciso esperar um pouquinho mais, pois o meu grau ainda não havia estabilizado, e aumentava ou diminuia um pouquinho entre cada visita.
Nos últimos anos eu tinha meio que esquecido dessa história, talvez por causa da minha boa adaptação com lentes de contato. Mas de uns tempos para cá eu tenho andado com dificuldade de trabalhar com as lentes, meus olhos ficam muito secos na frente do computador, e eu não enxergo direito. Ou seja, lentes de contato só eventualmente, ou eventos sociais.
Mas semana passada eu revoltei, e fui numa clínica de cirurgia de olhos para avaliar a possibilidade de uma intervenção que pudesse corrigir a merda toda. E as notícias não foram as melhores.
Sim, eu posso operar, só que a lista de poréns é grande, tudo por causa do meu grau ser muito alto. Primeiro, a cirurgia custaria $3500, um dinheiro que não tenho. Segundo, que é provável que a minha visão regrida um pouco depois da cirurgia, ou seja, é quase impossível que eu tenha visão perfeita, mas não é possível avaliar o quanto de imperfeição vai voltar: talvez eu nem precise de óculos, talvez eu precise deles só para ler ou trabalhar no computador, ou talvez continue precisando deles o tempo todo. O benefício é que meu grau certamente vai diminuir, e com ele, a minha dependência do óculos (hoje eu teria problemas em voltar para casa com transporte público se eu perdesse meus óculos em algum lugar, por exemplo - esse é o grau da minha cegueira).
Mas na verdade o que mais me impossibilita são as dificuldades do pós-operatório. Nem tanto a dor, que alguns pacientes dizem ser a pior dor da vida deles por alguns dias após a cirurgia. Nem tanto o fato de eu não poder trabalhar por uns 10 dias. O problema, na verdade, é que eu viraria um vegetal por uns 3 ou 4 dias após a cirurgia, com dificuldades para abrir os olhos.
E numa situação dessas, eu só posso pensar na minha mãe por perto. Mas com ela lá no Brasil, essa empreitada começa a complicar demais. Não sei se conseguiria pedir ajuda de mais alguém que não ela. Afinal, uma vez nas trevas, é só família que nos estende a mão.

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Performance

Essa é aquela época do ano que os todos os empregados odeiam: avaliação de performance! Acho que o meu lado engenheiro não consegue aceitar a validade de todos esses processos que se colocam em prática para finalmente definir quem é bom e quem não é. Eu acho que a teoria é muito boa, e dá até pra acreditar que funciona. Na empresa onde trabalho, eu faço uma auto-avaliação e peço para três colegas me avaliarem. Minha gerente junta essas informações com a opinião dela, e desse resultado sai o quanto vou receber de aumento e de quanto vai ser o meu bônus.
Alguns agravantes: primeiro, todos sabemos que esse ano foi muito ruim para os negócios. Mas sem essa desculpa de crise, pois a indústria de video-games não sofre com isso não (não é difícil de imaginar que uma família de dois adultos e duas crianças gaste uns 200 dólares numa noite para sair para comer fora e ir ao cinema; video-game fica barato comparativamente). Então, já estou sabendo que o aumento vai ser quase zero, e o bônus um picolé de limão e a dádiva de continuar empregado.
Outra coisa é que me parece que ninguém sobre na hierarquia aqui onde trabalho. Eles estão sempre contratando gente de fora, enquanto nós, do lado do bebedouro ou da máquina de café, concluímos que alguém de dentro poderia fazer o trabalho do novato, e o faria com prazer! É muito mais cômodo para o gerencimanto mexer o menos possível nas áreas. Tirar alguém daqui para fazer algo mais útil ali é a história de descobrir um santo para cobrir outro, e todo mundo quer evitar a fadiga.
Por último, minha gerente senta lá longe, está sempre em reuniões, e portanto raramente olha para a minha cara. Apesar de eu ter outras pessoas para quem reporto e com quem trabalho diariamente, não são eles que decidem meus aumentos, bônus, férias, nem nada disso. A opinião dela fica subjetiva demais, e sua decisão não tem como também não ser.
Mas em épocas de desemprego (o gerente que me avaliou ano passado foi demitido, por exemplo - será justiça divina?) a gente não pode perder a chance de se vender um pouquinho.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Quaresma

Embora aqui no Canadá o Carnaval não seja feriado, andei refletindo bastante agora por esses dias, e hoje, quarta-feira de cinzas, dei início ao meu processo de penitência para a quaresma que começa: academia e regime!
Já fazia mais de 6 meses que eu tinha deixado o meu contrato na academia expirar, e ia sempre inventando novas desculpas para não renová-lo. Mas depois de muita comilança nestes útimos tempos (só neste final de semana foi Juliette & Chocolat na sexta, fondue de queijo e de chocolate na casa dos meninos no sábado, e carne assada na casa das meninas no domingo), finalmente compreendi que já estava na hora de eu começar a me esforçar em direção ao mundo com menos de mim.
Não sei se acredito em expiação dos pecados, mas se faz bem para o corpo, deve fazer bem para a alma, né? Espero que à minha volta meu mau humor não afete muita gente!
Quanto tempo será que dura? Alguma aposta?

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Borá

O início do povoamento de Borá deu-se por volta de 1918 quando os membros da família Vedovatti, atravessando as águas do Borá, iam a Sapezal, cidade em que faziam seu comércio de gêneros alimentícios. Em 1919 chegaram as famílias portuguesas de Manoel Antônio de Souza, Antônio Caldas e Antônio Troncoso, construindo suas residências no acampamento dos engenheiros, localizado na fazenda de propriedade de Dionízio Zirondi. A eles, o Município deve a abertura das primeiras picadas ligando-o ao Distrito de Sapezal e ao Município de Paraguaçu Paulista. Em fins de 1923, José da Costa Pinto doou um alqueire de suas terras que se situava no centro das propriedades, para que fosse erguida a Capela Santo Antônio de Borá, conforme ficou sendo conhecida a localidade.
O Distrito foi criado com a denominação de Borá por Decreto-lei em 1934, no Município de Paraguaçu (também por Decretos-leis Estaduais, o Município de Paraguaçu passou a denominar-se Araguaçu em 1944 e depois Paraguaçu Paulista em 1948). Foi elevado à categoria de município com a denominação de Borá, por Lei Estadual em 1964, desmembrado de Paraguaçu Paulista, e constituído do Distrito sede. Sua instalação se verificou no dia 31 de março de 1965.
Borá é a menor cidade do Brasil, e sua fama alcançou o ápice no começo dos anos 90 quando uma reportagem para o Fantástico levou a Glória Maria ao local. A infâmia também me atingiu, quando, em uma aula do primeiro ano de faculdade, caí na besteira de mencionar que Borá já havia sido distrito da minha cidade-natal. Com as piadas distorcendo levemente minha frase, nunca mais perdi o título de morador de lá.

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Sono

Alguém mais tem a impressão de que com cada vez mais coisa para fazer, dormir se torna uma perda de tempo?



Her Morning Elegance, de Oren Lavie

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Economia

Já que o assunto é crise, falemos então da minha saúde financeira. De novo retornando às mentirinhas que conto ao meu pai, devo admitir que o meu rendimento mensal não tem tanta folga nem me permite tantos luxos quanto eu lhe faço crer. E embora a entrada de dinheiro não tenha mudado no último ano e meio, a sua saída se faz em quantias sempre mais sumptuosas desde o meio do ano passado por conta do meu apartamento que ainda estou mobiliando.
E daí a gente vai cortando onde pode e economizando quando dá, tipo levar almoço de casa ao invés de comer fora, ou então já sair bêbado de casa ao ir para bares aos finais de semana. Mas eventualmente cheguei à conclusão de que deveria fazer com que a crise trabalhe a meu favor. Já que o negócio tá feio, o povo que está recebendo meu rico dinheirinho deve se esforçar mais para me manter como cliente, não é?
Com issa ideia diabólica em mente, liguei para a minha operadora de celular, e disse que recebi uma proposta mais interessante de uma concorrente, e que para evitar a perda do meu negócio eles deveriam me dar mais minutos, mas ainda assim me cobrar menos. Eu não estava esperando muita coisa, mas aparentemente o atendente já devia estar acostumado a esse tipo de discurso: ele me disse que com o meu plano eu tinha direito a 100 minutos por mês, mais minutos ilimitados aos finais de semana e às noites, a 37$; e que ele poderia não mexer nos finais de semana e noites, dobrar o número de minutos para 200 nos outros horários, e cortar a tarifa básica para 17$!
É claro que sempre tem uma pegadinha, a esmola nunca é tão grande: eu me preciso me comprometer a assinar um outro contrato com essas condições por 3 anos. Mas no final, a economia é maior que o sacrifício.